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Derrubando os mitos sobre a soja
Confira o que os cientistas dizem sobre este misterioso grão.

O que é soja?

A soja é a semente da planta de mesmo nome, com origem no sudeste da Ásia. Os grãos de soja são parte da família das leguminosas, mas, ao contrário das outras, oferecem um perfil proteico completo. São também uma rica fonte de gorduras poliinsaturadas, fibra, vitaminas e minerais.  A soja é usada na composição de diversos alimentos e diversos aditivos alimentares, como tofu, leite de soja, farinha de soja, manteiga de soja, hambúrguer de soja, tempeh, missô e proteína vegetal texturizada. Também costuma estar disponível na forma de suplementos alimentares nas lojas do ramo.

Soja e doença cardíaca

No final da década de 1990, a soja ganhou reputação dentro da comunidade científica por seu potencial na redução do risco de doenças cardíacas. Em meados de 1999, o órgão governamental dos EUA responsável pelo controle dos alimentos, Food and Drug Administration (FDA), aprovou que as embalagens indicassem a associação entre a proteína da soja e o risco reduzido de doenças cardíacas. Em 2000, a Associação Americana do Coração (AHA), renomada autoridade em saúde, também recomendou a inclusão da proteína da soja em planos alimentares com pouca gordura saturada e colesterol.

Um relatório do AHA reconhecido de 2006 não sustentou as descobertas anteriores. Um conselho de especialistas em saúde que analisou todas as pesquisas recentes sobre proteína da soja descobriu que grandes quantidades de do grão na alimentação reduziram o LDL ou “mal” colesterol, mas apenas em torno de 3% e não houve efeito no HDL ou “bom” colesterol.1 Os especialistas também notaram que a quantidade de soja (50 g) necessária para produzir esse pequeno efeito eram irreais para o plano alimentar diário de um indivíduo. As dietas ricas em proteína de soja também não tiveram efeito significativo na pressão arterial.  

O conselho do AHA também examinou as descobertas científicas em relação aos isoflavonóides da soja (estrógenos da planta) e descobriu que não tiveram efeito na redução do colesterol, triglicerídios ou qualquer outro risco de doença cardíaca. O grupo de especialistas concluiu, contudo, que consumir a proteína da soja em vez das proteínas ricas em gordura pode ajudar a diminuir o consumo de gorduras saturadas e trans, que prejudicam a saúde do coração.

Soja e câncer

As evidências da relação entre a soja e o câncer são variadas. Algumas pesquisas mostraram efeitos protetores,2,3 enquanto outras não revelaram efeito algum. Alguns estudos também sugerem que substâncias similares ao estrogênio presentes na soja podem ter efeitos estimulantes ao câncer, particularmente aos tumores na mama e no endométrio.4,5 De acordo com a Sociedade Americana de Câncer (ACS), muitos oncologistas recomendam a quem tem tumores na mama sensíveis ao hormônio estrogênio evitar grandes quantidades de soja.

Outros efeitos – Sintomas de Osteoporose e Menopausa

Muitas mulheres na menopausa consomem soja ou algum suplemento com esse grão na esperança de reduzir as ondas de calor e outros sintomas da menopausa. Contudo, o conselho de especialistas do AHA determinou que não existem evidências científicas suficientes que sustentem o uso de soja para amenizar os sintomas da menopausa. Atualmente, pesquisas sobre a soja e a saúde óssea têm sido inconsistentes, a maioria dos estudos foi teve duração muito curta para permitir melhores conclusões.6 

Conclusão

Os alimentos à base de soja podem ser incluídos em uma alimentação saudável, especialmente quando usados para substituir proteínas ricas em gordura. Contudo, é improvável que o consumo da soja diminua o risco de doenças cardíacas e a dúvida sobre o efeito desses grãos sobre o câncer e a osteoporose persiste.