Bem-Estar

Tipos de Obesidade: Quais São e Como Tratar

Publicado 8 de Dezembro, 2021

A taxa de IMC e a localização da gordura corporal podem indicar o tipo de obesidade de uma pessoa, facilitando o entendimento das complicações para a saúde deste indivíduo

Quem está buscando eliminar peso para ter uma vida saudável precisa aliar não apenas uma alimentação adequada e exercícios, mas também boas fontes de informação para descobrir em qual dos tipos de obesidade se enquadra.

Ter acesso a esse conhecimento é muito importante para realizar o tratamento mais adequado, que deve ser multifacetado para que o emagrecimento ocorra de forma gradual, sustentada e saudável.

Que tal entender quais os tipos de obesidade e como elas podem complicar a sua vida? Esse pode ser o pontapé inicial para que você encontre motivação para mudar de vez os seus hábitos.

O que é obesidade e quais são os seus tipos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a obesidade como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo. Trata-se de um distúrbio que atinge 61,7% dos brasileiros, segundo o IBGE.

Dependendo do resultado do IMC e da localização e distribuição de gordura corporal, a obesidade recebe determinadas classificações.

Com base no IMC, podemos dividir a obesidade em tipos 1, 2 e 3 e a partir da localização da gordura no corpo ela é dividida em abdominal, periférica e homogênea.

Vamos entender melhor cada um delas em seguida. Mas primeiro, é preciso saber como identificar esse problema no seu corpo.

O que caracteriza a obesidade?
Pés em uma balança com a barra de um vestido amarelo indicando ser uma mulher

A obesidade está relacionada a um percentual elevado de gordura. Ela se difere do sobrepeso pois a quantidade de tecido adiposo e probabilidade de haver impactos na saúde do indivíduo é maior.

Para ser considerado obeso, de forma geral, você deve ter o IMC maior que 30 kg/m². O cálculo deve ser feito da seguinte maneira:

Fórmula de divisão de IMC. Na imagem tem um IMC = Peso (em KG) e, abaixo, Altura² (em m)

Confira seu índice de massa corporal na nossa calculadora.

A obesidade pode ser perigosa por estar associada a vários fatores de risco para a saúde. Entre eles, estão diabetes, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, distúrbios do sono, transtornos do humor, e até mesmo Covid-19.

Quais os 3 tipos de obesidade?

A obesidade pode ser classificada de duas maneiras. Vamos entender mais a seguir:

Por IMC

Dependendo do parâmetro de IMC que você se encontra, você pode se enquadrar em um dos seguintes tipos ou graus:

  • Obesidade tipo 1: IMC entre 30 e 34,9 kg/m²
  • Obesidade tipo 2: IMC entre 35 e 39,9 kg/m²
  • Obesidade tipo 3 ou obesidade mórbida: IMC acima de 40 kg/m²

A obesidade tipo 1 ainda é uma situação considerada moderada, mas já pode trazer complicações para a saúde. A obesidade tipo 2, por sua vez, oferece um risco mais alto de problemas para o organismo e a obesidade tipo três, que também pode ser considerada obesidade mórbida, deixa o indivíduo muito vulnerável ao desenvolvimento de complicações devido ao grande acúmulo de tecido adiposo no corpo.

Por localização e distribuição de gordura

A doença também é classificada segundo o local em que a gordura é mais acumulada e se distribui:

  • Abdominal: a gordura se acumula principalmente na região do abdômen e cintura. Tende a acontecer com homens e pode ser conhecida como obesidade andróide.
  • Periférica: a gordura fica concentrada nas coxas, quadris e nádegas. É mais comum em mulheres. Também é chamada de obesidade ginóide.
  • Obesidade homogênea: a gordura é relativamente bem distribuída pelo corpo.
Quais as principais consequências para cada tipo de obesidade?

Entre os tipos de obesidade que listamos anteriormente, podemos dizer que, considerando o IMC, quanto maior o índice, maior é a probabilidade do indivíduo apresentar problemas de saúde associados - são as comorbidades.

Entretanto, alguns obesos podem não apresentar comorbidades e, apesar do excesso de gordura corporal, ter uma saúde em dia.

Quanto à obesidade abdominal, periférica e homogênea, podem existir consequências específicas, mas, novamente, que nem sempre aparecem em todos os indivíduos.

Quem apresenta obesidade abdominal, por exemplo, tem um risco maior de adquirir doenças cardiovasculares. É o caso de colesterol alto, diabetes desregulada, infarto, inflamações e tromboses.

Já a obesidade periférica está mais ligada a insuficiência venosa, varizes e osteoartrite na região dos joelhos. Além de um alto risco de doenças cardíacas e diabetes.

Para os indivíduos com distribuição homogênea de gordura pelo corpo, o maior perigo é não dar a devida atenção a este excesso, uma vez que o impacto na aparência é mais discreto. O descuido abre caminhos para que as comorbidades possam surgir.

Leia também: Reeducação alimentar: 7 passos para começar hoje mesmo

Quais as complicações da obesidade masculina? E da feminina?

Antes de continuar, vale lembrar que a obesidade andróide e os riscos associados a ela não são exclusivos dos homens. Assim como a obesidade ginóide e seus perigos à saúde não são problemas que afetam apenas as mulheres.

Porém, de forma geral, é possível dizer que a obesidade andróide tende a causar complicações cardiovasculares à saúde masculina, enquanto que, nas mulheres, a obesidade ginóide tem como consequências insuficiência venosa, problemas cardíacos e hormonais.

Independente do gênero, quem está com o IMC acima de 30 kg/m² precisa de uma mudança de estilo de vida.

Adotar um tipo de dieta para obesos, combinada a exercícios físicos, sempre com supervisão de profissionais, é o tratamento mais adequado para recuperar a saúde. Também é possível aliar terapias, grupos de apoio e suporte de amigos e familiares para garantir um estilo de vida mais saudável.

Para combater os tipos de obesidade de modo saudável e sustentável, o WW Vigilantes do Peso pode auxiliar com um programa de emagrecimento personalizado, pensado por uma equipe multidisciplinar de especialistas.

Aqui a gente respeita a sua história e comemora cada uma de suas conquistas como se fossem as nossas. Acompanhe nosso blog para mais conteúdos sobre saúde!

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