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Qual a relação entre sono e obesidade?
Publicado 23 de Fevereiro, 2022

A qualidade do sono e obesidade andam lado a lado. Para ilustrar, uma semana de noites mal dormidas pode provocar aumento de peso

Atualmente, a privação do sono é algo comum em todo o mundo. As pessoas dormem cada vez menos e, consequentemente, adoecem cada vez mais. Dormir pouco, abaixo das sete horas recomendadas, pode trazer diversos riscos à saúde.

Além de falta de memória, dificuldades de concentração, problemas cardíacos e pressão alta, noites mal dormidas contribuem, e muito, para o ganho de peso. Passar mais tempo na cama, sem exageros, não é sinônimo de sedentarismo ou preguiça. Pelo contrário, quem dorme mais possui uma saúde melhor.

Para evitar as consequências da perigosa relação entre sono e obesidade, fique por dentro do assunto. Afinal de contas, a informação é a melhor prevenção!

Qual é a importância de uma boa noite de sono?

A aparição de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, são consequências da disfunção no metabolismo e falta de hormônios importantes para o organismo, que são liberados apenas durante o descanso.

O sono é separado em cinco estágios. No primeiro deles há uma redução na atividade mental, em que ocorre a passagem do estado de alerta para o repouso. Depois disso, no segundo estágio, o corpo entra em repouso total, a respiração diminui, os músculos ficam relaxados e a temperatura corporal cai consideravelmente.

O terceiro e quarto estágios são pautados pela redução da frequência cardíaca e diminuição na excitação encefálica. Enquanto isso, a temperatura corporal segue caindo e os músculos ficam ainda mais descontraídos. Por fim, o sono propriamente dito se inicia na quinta etapa.

Vale ressaltar que todos os estágios citados se repetem durante todo o tempo em que dormimos.

Em meio a toda essa calmaria, acontece a regeneração dos tecidos, a sintetização celular e a liberação de hormônios relacionados ao crescimento. O cérebro aproveita o descanso para repassar e armazenar acontecimentos do dia que passou, gravando apenas o necessário.

Além disso, o cérebro usa esse tempo para eliminar substâncias metabólicas repletas de toxinas. Afinal, o encéfalo ganha toda a energia necessária para essa limpeza, apenas durante o sono.

Viu só como é importante ter uma boa higiene do sono? Dormir, no mínimo, por sete horas seguidas é fundamental para o bom funcionamento do organismo. Quem cumpre esse descanso possui mais disposição e, como resultado, uma vida saudável.

A seguir, confira mais sobre o perigoso relacionamento entre sono insuficiente e obesidade.

Relação entre sono e obesidade

Dormir demais, em excesso, sempre esteve ligado à imagem de uma pessoa com menos energia e acima do peso recomendado. Porém, não é bem assim que o organismo funciona.

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade do Colorado, Estados Unidos, quem dorme pouco, não apenas tem uma redução significativa nos níveis de disposição, como também engorda mais facilmente.

Os cientistas dividiram dois grupos de jovens voluntários por duas semanas seguidas em um hospital universitário. O primeiro grupo dormia, no máximo, por até cinco horas ininterruptas. Enquanto isso, o segundo grupo dormia mais, por até nove horas.

Ao fim das duas semanas, os cientistas constataram que o primeiro grupo tinha menos energia e disposição. Além disso, os jovens ganharam mais peso , cerca de um quilo por semana mal dormida. A pesquisa serviu para evidenciar a forte associação entre sono e obesidade.

Isso se dá por conta da falta de leptina, hormônio responsável pela sensação de saciedade. A leptina tem a capacidade de diminuir a vontade de comer. Como consequência, promove o emagrecimento.

Por outro lado, o organismo testemunha o aumento de outro hormônio: a grelina. Basicamente, a grelina tem o poder induzir a sensação de fome. Como você deve saber, comer em excesso favorece o surgimento da obesidade.

Estima-se que uma noite com poucas horas de sono promova o ganho energético de 400 calorias. Ou seja, o equivalente a um cheeseburguer vendido em lanchonetes fast-food mundo afora.

Uma semana de descansos inferiores a cerca de sete horas pode render 2.800 calorias. Com isso, o aumento de peso se torna inevitável. Depois disso, fica nítida a relação entre falta de sono e obesidade.

Antes de acabar, mais dúvidas serão solucionadas sobre a relação entre a privação do sono e obesidade. Continue a leitura!

O que pode causar sono excessivo?

Algumas pessoas sentem muito sono, principalmente durante o dia. Isso é uma mensagem do corpo para alertar que algo não está certo.

O sono excessivo pode ser fruto da depressão, a falta de serotonina e melatonina, que compromete o sono noturno. Além disso, pessoas deprimidas apresentam falta de interesse e motivação. Assim, elas recorrem ao sono.

O uso de medicamentos, principalmente os antitussígenos narcóticos e não-narcóticos, também ocasiona cansaço em excesso.

Hipotireoidismo, doença provocada pela baixa produção de hormônios por parte da glândula tireóide, possui laços com sono em abundância. Uma vez que todo o metabolismo fica mais lento. Além disso, o paciente com hipotireodismo engorda com mais facilidade.

Por que obesidade dá sono?

Sono e obesidade caminham lado a lado. No entanto, só a obesidade não provoca sono. Pessoas obesas são sedentárias, não possuem o costume de praticar atividades físicas e se manter em movimento. Na maioria das vezes, a rotina dessas pessoas é pautada por longas horas deitado ou sentado. Com isso, a vontade de dormir se torna frequente.

Mas será que é possível dormir bem sendo obeso?

Como dormir bem sendo obeso?

Já concluímos que a obesidade pode atrapalhar uma boa noite de sono. Veja alguns hábitos que podem ajudar a descansar o corpo e contribuir para a perda de peso.

  1. Evite comer muito ou alimentos pesados antes e dormir
    O ideal é jantar e esperar, pelo menos, três horas para se deitar. Além disso, é preferível consumir porções reduzidas de comidas leves, evitando carnes vermelhas, alimentos ricos em gordura e açúcar.
    As bebidas alcoólicas também precisam ser evitadas antes do sono. Pode até parecer que elas ajudam no descanso, com a sensação de relaxamento. Porém, elas mais atrapalham do que ajudam na hora de dormir.
  2. Busque uma posição confortável para dormir
    Em relação à posição na cama, o ideal é não deitar de barriga para cima ou de bruços. O certo é ficar de lado para melhorar a respiração e evitar altas cargas de peso nas costas. Colocar um travesseiro entre as pernas também ajuda a proteger a coluna.
  3. Cuidado com a respiração e distúrbios do sono.
    A respiração de pessoas obesas é prejudicada, sobretudo, durante o sono. O excesso de peso promove o acúmulo de gordura na traqueia, algo que comprime a garganta e compromete a respiração.
    A gordura acumulada na região do abdômen impede a expansão torácica em meio a inspiração, impossibilitando que o ar entre nos pulmões. Dessa maneira, a pessoa precisa fazer mais força para respirar, o que pode causar os famosos e inconvenientes “roncos”.
    Tudo isso colabora, e muito, para a apneia do sono, que é a falta de respiração durante o repouso total.

Apneia do sono e obesidade possuem fortes ligações, a maioria dos pacientes com esse problema estão acima do peso aconselhável. Se esse é o seu caso, o ideal é perder peso e buscar um especialista em distúrbios do sono.

Sem dúvida, essas dicas ajudam, e muito, na hora do descanso. No entanto, o correto é estar dentro do peso ideal.

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