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Os cuidados básicos com a Saúde da Mulher
No Brasil, as mulheres já são a maioria da população (51 %, segundo dados do IBGE). Com o aumento da expectativa de vida, é essencial que elas recebam atenção nas diferentes fases da vida.

E para isso, alguns exames preventivos devem estar em dia. Saiba quais são:

Papanicolau:

É a principal estratégia para, precocemente, detectar lesões e fazer o diagnóstico do câncer de colo do útero bem no início, antes que a mulher tenha sintomas, reduzindo, assim, a mortalidade pela doença. O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.

O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade sexual. Os exames devem seguir até os 64 anos e devem ser interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.

Rastreamento do câncer de mama:

Mais comum entre as mulheres, a maioria dos casos de câncer de mama tem sido diagnosticada já em estágios avançados. No Brasil, as taxas de mortalidade pela enfermidade continuam elevadas. A doença é causada pela multiplicação anormal das células da mama, que formam um tumor maligno.

Mulheres de 35 anos ou mais, com risco elevado*: exame clínico das mamas e mamografia anual.

Mulheres de 40 a 49 anos: exame clínico anual das mamas e, se alterado, mamografia.

Mulheres de 50 a 69 anos: exame clínico anual das mamas e mamografia a cada dois anos.

*Possuem risco muito elevado para o desenvolvimento do câncer de mama mulheres com histórico familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama abaixo dos 50 anos de idade.

Densitometria óssea:

A osteoporose configura-se como preocupação relevante de saúde pública devido à limitação funcional e à consequente perda da capacidade de trabalhar a autoestima a que estão submetidos os seus portadores. A identificação precoce do diagnóstico é fundamental para a prevenção de fraturas e para a preservação da qualidade de vida das mulheres.

Fonte: Ministério da Saúde — Coordenação Geral de Saúde das Mulheres (CGSM)

Alimentação da mulher nas diferentes fases da vida

Ao longo da vida, passamos por algumas fases com características únicas — infância, adolescência, vida adulta e terceira idade. Alguns períodos podem ser considerados críticos, pois apresentam necessidades fisiológicas específicas, demandando atenção especial com a alimentação. No caso das mulheres, uma boa alimentação é essencial para evitar doenças e garantir seu desenvolvimento durante as fases da vida.

Primeira menstruação (menarca)

A primeira menstruação pode ocorrer entre 10 e 15 anos e marca o início de mudanças biológicas, psicológicas e sociais. O corpo da mulher inicia uma fase de grandes transformações e, por isso, é normal o ganho de peso e também a retenção de líquidos (inchaço) causados pela menstruação e pela ação de hormônios.

Devido à perda de ferro durante a menstruação, é importante haver um aporte desse nutriente na alimentação. O ferro é um mineral constituinte da hemoglobina, responsável pela coloração do sangue e por transportar o oxigênio às células. A falta de ferro no corpo é denominada anemia ferropriva, que pode causar cansaço, irritabilidade e falta de concentração. Alimentos como carnes, feijões e vegetais de folhas                 verde-escuras são as principais fontes de ferro. Para que haja melhor absorção e utilização desse ferro, sugere-se consumir alimentos que sejam fonte de vitamina C, incluindo-se algumas frutas (laranja, limão, maracujá, goiaba...). Outra vitamina importante para as células sanguíneas é a vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal, como carnes, peixes, leite e derivados.

Vida adulta

Durante a fase adulta, estamos propensos a momentos de estresse, com o trabalho e a vida corrida, que, muitas vezes, é imposta. Por questões hormonais e até mesmo emocionais, algumas mulheres apresentam o trânsito intestinal alterado. Para evitar esse problema, é importante o consumo de frutas, verduras, legumes e grãos integrais, assim como também beber água com maior frequência.

A tensão pré-menstrual (TPM) afeta de 40% a 90% das mulheres e é caracterizada por um desequilíbrio hormonal, seguido de variação de humor, inchaço, alterações de neurotransmissores e mudança de hábitos na alimentação. Especialmente durante esse período recomenda-se evitar o consumo de álcool, café, sal e alimentos processados e aumentar a prática de atividades físicas e o consumo de alguns alimentos diuréticos, como chás, abacaxi, laranja, melancia, melão, agrião, brócolis, pepino e tomate, entre outros.

Gravidez e amamentação

Na gravidez, todas as necessidades nutricionais da gestante estão aumentadas e, por isso, a atenção à alimentação deve ser redobrada. As recomendações nutricionais são aumentadas a fim de preservar a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. Antes mesmo de engravidarem, as mulheres em idade fértil devem consumir alimentos que sejam fonte de ácido fólico. Essa vitamina é importante para a reprodução celular e fundamental para o desenvolvimento dos bebês durante a gravidez.

Durante a fase de amamentação, o consumo de alguns alimentos deve ser evitado, pois algumas substâncias passam para o leite materno: café e produtos ricos em cafeína (chás e refrigerantes), bebidas alcoólicas e adoçantes e alimentos diet e light (que contenham adoçante).

Menopausa

Muitas mulheres ganham peso quando se aproximam da menopausa ou quando estão passando por esse período. Isso acontece especialmente por conta da redução do metabolismo. No caso de algumas mulheres, níveis hormonais mais baixos podem ainda alterar a forma física, o que faz com que elas se sintam como se estivessem acima do peso. É importante manter hábitos saudáveis que envolvam boa alimentação e prática regular de atividades físicas.

Outro fator importante é a diminuição da produção do hormônio estrogênio, acelerando a perda de densidade óssea, podendo levar à osteoporose. Para evitar esse quadro, as mulheres devem consumir regularmente fontes de cálcio e vitamina D, nutrientes essenciais para a saúde dos ossos. Alimentos como leite e seus derivados são a principal fonte de cálcio da dieta. A vitamina D, assim como o cálcio, podem ser encontradas no leite e em peixes, como salmão e atum, além da gema do ovo. Contudo, nosso corpo é capaz de sintetizar essa vitamina quando exposto aos raios solares. O tempo suficiente para estimular a produção necessária de vitamina D é de cerca de 30 minutos por dia, em horários em que os raios UV não são agressivos (antes das 10h e depois das 16h).

A densidade óssea é adquirida, principalmente, na infância e na adolescência. A ingestão de alimentos-fonte de cálcio e vitamina D se faz necessária para que ao longo da vida essa perda seja mínima, uma vez que o tecido ósseo está em constante construção e desconstrução. O problema é que, na menopausa, a destruição é maior do que a construção, havendo então, perda óssea.

De modo geral, os cuidados com a saúde da mulher devem ser tomados desde cedo. Logo, a alimentação, a prática de atividades físicas e o acompanhamento médico são fundamentais para que se diminua o risco de doenças e para que se tenha uma vida saudável como toda mulher merece.

Conscientize-se e leve uma vida muito mais leve e saudável!