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Mitos e verdades sobre o ovo

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Mitos e verdades sobre o ovo
Respondemos a algumas perguntas frequentes sobre o ovo na alimentação e como ele deixou de ser condenado e passou a ser adorado.

Durante anos, o ovo foi considerado um vilão para a alimentação e foi responsabilizado por aumentar o colesterol no sangue. Felizmente, após estudos recentes, foi reconhecido que o ovo, por si só, aliado a uma alimentação balanceada, não é capaz de alterar essas taxas.

O ovo é um alimento completo e de baixo custo. Completo porque é uma excelente fonte de nutrientes, como proteína de alto valor biológico, lipídeos, folato, riboflavina, selênio, colina, vitaminas (A, D, E, K e B12) e sais minerais (ferro, fósforo, cálcio, magnésio, sódio, potássio, cloro, iodo, manganês, enxofre, cobre e zinco). Além disso, possui substâncias antioxidantes (luteína e zeaxantina). Lipídeos, minerais e vitaminas estão presentes quase que totalmente na gema, e a clara é constituída majoritariamente por proteínas, tornando um desperdício de nutrientes descartar a gema e consumir somente a clara.

A recomendação para o consumo de colesterol de acordo com a American Heart Association (AHA) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é de não ultrapassar 300 mg por dia, o que torna seguro o consumo diário de um ovo, já que a quantidade de colesterol em uma unidade varia de 50 a 250 mg, dependendo do tamanho.

É fundamental saber que o colesterol é um composto vital para o organismo, essencial na formação das membranas das células, na produção de hormônios sexuais, da vitamina D e de sucos digestivos, além de desempenhar papel importante nos tecidos nervosos e na origem de sais biliares. Por isso é produzido pelo nosso próprio corpo.

Nem todo colesterol ingerido tem como destino certo a obstrução das artérias. A absorção do colesterol proveniente da alimentação depende de alguns fatores interpessoais, como fatores genéticos e de hábitos de vida.

O alto consumo de gordura saturada, carboidratos simples e o consumo excessivo de colesterol por dia interferem diretamente na alteração das taxas de colesterol no sangue, e o consumo de ovo pouco acrescentará como risco para doenças no coração. Além disso, pesquisas têm apontado que a presença da grande quantidade de nutrientes como DHA, proteínas e vitaminas no ovo pode contribuir para controlar os níveis sanguíneos de colesterol, quando o consumo for associado a alimentação e hábitos de vida saudáveis.

Além do mito do colesterol e do descarte da gema do ovo, existem outros mitos e verdades que valem ser lembrados. Por exemplo: É verdade que o ovo provoca doenças? É necessário lavar os ovos depois de comprá-los? Ovo cru faz mal? É bom para o cérebro e para portadores de Alzheimer e Parkinson? Ajuda a emagrecer? O melhor ovo é o cozido? A seguir, vamos responder a essas dúvidas.

Os mitos...

O ovo apenas provoca doenças caso o seu manejo não seja adequado. Ou seja, apenas quando o ovo não é produzido, embalado e armazenado em condições de boa higiene e refrigeração é que apresenta risco de contaminação (como pela bactéria salmonela). Porém, se as etapas forem cumpridas com segurança e adequadamente, o risco de contaminação é mínimo. E lembre-se: o risco para doenças alimentares é a contaminação, e não o ovo.

A lavagem dos ovos após a compra não é necessária. O produto deve ser armazenado apenas em temperatura e locais adequados. Lavar os ovos expõe a casca e remove uma camada protetora, o que aumenta a possibilidade de contaminação.

... E as verdades

Sim, ovo cru faz mal. Existe avidina na clara do ovo, um fator antinutricional que impede a absorção da biotina, uma importante vitamina do complexo B. Além disso, é sempre bom saber a procedência e a forma de conservação dos alimentos antes de comê-los.

O ovo é excelente para o cérebro.

O ovo, por ser rico em proteína, torna a digestão mais lenta e prolonga a saciedade e, por isso, auxilia no processo de emagrecimento. Além de compor as refeições com proteínas, o ovo tem a vantagem de conseguir se encaixar em qualquer refeição, seja ela café da manhã, almoço, lanche ou jantar.

            Fontes:

I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular – Sociedade Brasileira de Cardiologia - ISSN-0066-782X - Volume 100, Nº 1, Supl. 3, janeiro de 2013. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2013/Diretriz_Gorduras.pdf

Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Mitos e Verdades Sobre o Consumo de Carne de Frango e Ovos – Informativo Técnico N° 03/Ano 03 – março de 2012. Disponível em: http://www.crmvrs.gov.br/511informativo_tecnico.pdf

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – Central de Inteligência de Aves e Suínos – Mitos e Verdades sobre os Ovos – julho de 2010. Disponível em: http://www.cnpsa.embrapa.br/cias/index.php?option=com_content&view=artic...