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Jejum Intermitente: O Que é e O Que Ele Provoca em Nosso Corpo

Para saber se ele funciona, você precisa entender melhor sobre as necessidades nutricionais do seu corpo ao longo do dia

Para saber se ele funciona, você precisa entender melhor sobre as necessidades nutricionais do seu corpo ao longo do dia

 

Nem todo mundo associa emagrecimento com hábitos saudáveis.

Diante isso, é comum nos depararmos com uma série de dietas e promessas milagrosas de perda de peso rápido com foco na restrição alimentar.

Uma delas diz respeito ao jejum intermitente.

Com a promessa de perda de, aproximadamente, 3kg por semana, ele é bastante atraente para quem quer emagrecer rápido.

Mas, você sabe como esse método funciona e quais são os efeitos que pode causar no nosso organismo? Leia esse texto com bastante atenção para descobrir.

 

O que é jejum intermitente?

 

Certamente, você já deve ter ficado em jejum em algum momento dessa vida.

Seja para realizar exames ou por conta da correria do dia a dia, acabamos pulando algumas refeições.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, para fins de realização de exames laboratoriais, um período de 4 horas sem a ingestão de alimentos é considerado como jejum. 

Claro que estamos falando de um contexto específico que a gente vivencia algumas vezes durante o ano.

No caso do jejum intermitente, a ideia é totalmente diferente, já que se trata de uma frequência bem maior.

Ele diz respeito ao plano de emagrecimento que promete a perda de peso rápida e sem a necessidade de contar calorias ou restringir o cardápio.

Esse método consiste na intercalação de períodos de jejum com períodos de refeições.

Como funciona o jejum intermitente?

 

O objetivo desse tipo de jejum é fazer com que o corpo utilize os estoques de gordura e, com isso, haja a perda de massa gorda.

A maioria dos protocolos contempla um período que varia entre 10 e 24 horas de jejum.

A frequência também pode variar de acordo com a proposta.

Nesse caso, o jejum intermitente pode ser feito diariamente ou em determinados dias da semana.

Durante as horas em que fica sem comer, a pessoa deve ingerir líquidos de baixa caloria.

As horas em que a alimentação é permitida são denominadas “janelas de alimentação”.

Nesse período, a indicação de algumas correntes é de que se coma proteínas, legumes, cereais integrais e tubérculos. 

No entanto, alguns protocolos não estabelecem alimentos que devem ser consumidos ou evitados.

Nesse caso, fica a critério de cada um comer o que deseja e seguir seus hábitos alimentares como de costume.

 

Como o jejum intermitente interfere no nosso organismo?

 

Nossa principal fonte de energia é a glicose. Ela é fundamental para o bom funcionamento dos órgãos vitais, como o cérebro, coração, rins e fígado.

Quando fazemos jejum intermitente, as reservas energéticas são mobilizadas para manter os níveis de glicose no sangue. 

À medida que essas reservas são utilizadas, nosso organismo busca outras formas de obter energia.

Dessa forma, ele vai buscar em fontes importantes de proteínas que presentes em músculos, por exemplo.

Só depois de retirar as reservas desses órgãos é que o organismo buscará energia do tecido adiposo.

Isso significa que, quando fazemos jejum, não perdemos apenas gordura, mas também massa muscular.

Além disso, nosso cérebro passa a enviar um sinal de alerta para todos os órgãos e solicitar que eles funcionem com baixo desempenho. Isso é uma forma de garantir a nossa vitalidade.

Como consequência, passamos a sentir fraqueza, cansaço, dores musculares.

Dependendo do tipo de jejum intermitente e da resposta do nosso corpo, podemos perder a consciência, desmaiar, desenvolver anemia, entre outros males. 

 

Vale a pena fazer jejum intermitente?

 

Como você percebeu, o jejum intermitente acaba implicando na ausência de nutrientes importantes para o bom funcionamento do nosso organismo.

Como resultado, nosso sistema imunológico fica fragilizado, o que dá margem para uma série de doenças.

Durante o sono, a gente fica até 8 horas sem comer. esse período é essencial para o organismo desempenhar funções que só são realizadas enquanto dormimos, como a produção de certos hormônios. 

Para isso, o nosso corpo utiliza a energia proveniente da nossa última refeição, além das reservas que foram feitas ao longo do dia.

Ao acordar, portanto, precisamos de energia para começar nossas atividades diárias.

Por isso, o café da manhã é uma das refeições mais importantes. Os alimentos que consumimos neste período são fontes de energia para iniciar o dia com mais disposição.

Ao longo do dia, as demais refeições oferecem os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.

O ideal é que a gente se alimente regularmente e não pule nenhuma refeição.

Com isso, já podemos afirmar que não vale a pena fazer jejum intermitente. Na verdade, você precisa investir em um bom plano de reeducação alimentar.

Ele consiste na autodescoberta e na adoção de hábitos mais saudáveis para o seu dia a dia.

Por meio da reeducação alimentar, você descobrirá que não é preciso ficar horas sem comer ou excluir do cardápio aquilo que você gosta.

Basta você aliar atividade física, bem-estar, lazer e escolha de alimentos ricos em nutrientes e deliciosos à sua rotina.

Esses são os pilares que compõem o programa do Vigilantes do Peso.

Nós contamos com uma equipe multidisciplinar de especialistas que desenvolvem um acompanhamento personalizado e pautado nas suas necessidades e objetivos. Se você é uma pessoa única, não há razão para se apropriar de dietas padronizadas.

 

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