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Guerra contra a obesidade

Dia 11 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Obesidade. E o VP está nessa luta com você!

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. Ela é um fator de risco para vários tipos de doenças, como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e até câncer.​

Considerada uma epidemia global¹ pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade atingiu números surpreendentes no mundo. Dados de 2016 apontam para mais de 1.9 bilhões de adultos com sobrepeso e mais de 650 milhões de pessoas obesas. No Brasil, o índice de obesidade cresceu 67,8% entre 2006 e 2018², passando de 11,8% para 19,8% de adultos obesos. Dentre esses adultos a porcentagem é maior entre as mulheres – 20,7% contra 18,7% dos homens com quadro de obesidade.

Desde a infância

Não são só os adultos que sofrem desse mal. Cada vez mais cedo, as crianças começam a enfrentar o problema. Em 2016, 41 milhões crianças com até 5 anos já estavam acima do peso. E mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5-19 anos apresentam o mesmo quadro. A obesidade infantil tornou-se um dos problemas mais graves de saúde pública. Fatores genéticos, maus hábitos alimentares, disfunções hormonais e estilo de vida sedentário são alguns dos motivos.

Segundo dados da Vigitel 2018 – programa que avalia fatores de risco para doenças crônicas por inquérito telefônico – o consumo regular de frutas e hortaliças aumentou cerca de 15% e a prática de atividades físicas subiu 25,7% entre 2009 e 2018. Apesar dessa melhora nos hábitos do brasileiro, a população ainda consome muitos itens calóricos com baixo valor nutricional – alimentos ultraprocessados com alto teor de gordura e açúcar.

No caso da obesidade infantil, os pais e o ambiente em que vivem exercem grande influência na evolução do quadro. Os adultos, acostumados com hábitos de vida inadequados, começaram a criar uma rotina de alimentação desequilibrada e vida sedentária para as crianças, que, desde cedo, crescem em um ambiente completamente favorável ao ganho de peso — chamado de ambiente obesogênico³.

Estratégias de defesa

Cirurgia bariátrica, uso de remédios (muitas vezes não aprovados e ineficazes) e dietas restritivas são algumas das armas mais conhecidas contra o sobrepeso. Mas, para emagrecer e manter-se saudável, é preciso mais que isso.

Restrições calóricas severas levam o corpo a se “defender” da perda de peso, ativando mecanismos que diminuem o metabolismo. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), um tratamento com perda de peso moderada, de 0,5 a 1 kg/semana é mais favorável a mudanças mais estáveis. Perdas de 5 a 10% do peso inicial podem ser suficientes para produzir alterações benéficas nos níveis de glicemia, gordura no sangue e pressão arterial. Para isso, a SBEM afirma que é fundamental que a dieta se adapte aos gostos dos pacientes.

Vigilantes do Peso e a reeducação alimentar

O Vigilantes do Peso faz parte da WW (antiga Weight Watchers), líder mundial em serviços de controle de peso. Nosso programa promove hábitos saudáveis para a vida real e engloba alimentação, atividades físicas e comportamento. A proposta é obter uma redução de peso de forma gradativa e sustentável, através da reeducação alimentar.

No programa, é possível eliminar, em média, 1 kg/semana, seguindo sua Cota Diária de pontos. Você pode comer o que mais gosta, não existem alimentos proibidos.

Estudos mostram que o programa do Vigilantes do Peso é 8x mais eficaz do que seguir uma dieta por conta própria e o tratamento não-cirúrgico de melhor custo-benefício. Em 2017 um estudo mostrou que a perda de peso é maior do que uma breve intervenção e que, quanto mais tempo no programa (52 semanas), é possível observar maior perda de peso e melhoras em marcadores de diabetes e riscos de doenças cardiovasculares.

 

 
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigitel Brasil, 2018: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
2. Radominski, Rosana Bento. Aspectos epidemiológicos da obesidade infantil. ABESO 2010-2011. Revista da ABESO, edição no 49, ano XI, Nº 49, fevereiro, 2011.
3. Johnston et al. A Randomized Controlled Trial of a Community-based Behavioral Counseling Program. American Journal of Medicine, 2013 45:s217
4. Finkelstein et al.  Meta- and cost-effectiveness analysis of commercial weight loss strategiesObesity, September 2014, Volume 22, n9, 1942-51.
5. Ahern, A.L. et. Al. Extended and standard duration weight-loss programme referrals for adults in primary care (WRAP): a randomised controlled trial. Lancet, 389(10085): 2214–2225. jun 2017.