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Descubra a ligação entre emagrecimento, saúde e bem-estar. Aprenda a viver melhor!

Gorduras que dão barriga. Isso realmente existe?
“Dieta seca barriga. ” “Descubra as gorduras que vão direto para a barriga. ” “Perca sua barriga em 1 mês. ” Quem nunca se deparou com notícias como essas ao navegar pela internet?

 

É realmente tentador acreditar que podemos escolher para onde vão os nutrientes que consumimos, mas a verdade é que nosso corpo é tão complexo, que infelizmente isso (ainda) está fora do nosso alcance.

As comidas não possuem nano chips que especificam “isso aqui vai para a barriga”, “aquilo lá vai para o culote” e “aquele outro vai para as costas”. Tudo o que o nosso corpo faz é digerir o que comemos e absorver os carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais presentes nas nossas escolhas alimentares. Tudo o que não for usado é eliminado ou estocado. No caso das gorduras, se não houver uso, elas são estocadas (Oh, céus! Que vida cruel!). Bom, o critério de escolha de “para onde vai essa gordura” depende de muitos fatores e certamente, o fator genético tem grande peso nessa orientação.  A solução? Evite comer mais do que precisa ou do que gasta por dia.  Assim, você evita acúmulos desnecessários. A matemática do emagrecimento é bem simples: se você gastar mais energia do que consome, tem perda de peso. Basta fazer a mágica acontecer! Nós sabemos que não é fácil, envolve muito equilíbrio psicológico, força de vontade, mudanças de hábitos e de rotina. Mas siga em frente! Será um benefício para VOCÊ e valerá a pena!

Em relação as gorduras, sabe-se que são essenciais para o bom funcionamento do organismo: participam da formação de hormônios, da absorção de vitaminas, ajudam na saciedade (o que evita episódios de fome fora de hora), protegem os órgãos e funcionam como isolante térmico. Contudo, é sempre importante evitar os excessos. Confira as informações abaixo para fazer as melhores escolhas para uma alimentação saudável:

1. Gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas

Popularmente conhecidas como “gorduras boas”, estão relacionadas com a redução do LDL colesterol, considerado o “colesterol ruim”. As gorduras que devem estar mais presentes na alimentação são as monoinsaturadas. Elas podem ser encontradas no azeite de oliva, amêndoas, avelãs, nozes e no abacate, por exemplo. As poli-insaturadas são os conhecidos ômegas. Sobre os mais famosos, o ômega 3 e o ômega 6, o ômega 3 pode ser encontrado em sementes de chia, de linhaça e em peixes de água fria, como o salmão selvagem. O ômega 6 está presente na maior parte dos óleos vegetais, como o de milho, soja, girassol, por exemplo.

2. Gorduras saturadas

São encontradas em alimentos de origem animal, principalmente em carnes vermelhas, pele de aves, creme de leite, queijos, manteiga e bacon. Também estão presentes no iogurte e leite integrais, azeite de dendê e no óleo de palma – que está em vários alimentos industrializados – por exemplo. O elevado consumo de ácidos graxos saturados está relacionado ao aumento de complicações cardiovasculares, bem como a alteração do perfil lipídico ao aumento do LDL colesterol, o “colesterol ruim”. Também existem estudos que demonstram a relação do consumo exagerado de gorduras saturadas com o desenvolvimento e/ou progressão de diabetes mellitus tipo 2 e da obesidade.

3. Gorduras trans

Podem ser facilmente encontradas em biscoitos recheados, sorvetes, tortas, cremes, nuggets, salsichas, pipoca de micro-ondas e em muitos outros produtos processados. As gorduras trans relacionam-se fortemente com o risco cardiovascular, porque aumentam o colesterol total e o LDL. Além disso, diminuem o HDL, o chamado “colesterol bom”.

Embora os rótulos de alimentos industrializados muitas vezes digam “zero” ou “não contém” ou “isento de” ou mesmo “livre de” gorduras trans, cuidado. Segundo a legislação vigente, eles podem usar essa alegação desde que o produto possua no máximo 0,2 g de gorduras trans e no máximo 2g de gordura saturada POR PORÇÃO, o que não significa que eles não contenham essa gordura. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária¹, a ANVISA, não se deve consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia. Além disso, também é importante verificar a lista de ingredientes do alimento. Por meio dela, é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas, ditas gorduras trans industrializadas, ao produto.

Veja abaixo algumas dicas para uma alimentação saudável e sem excesso de gordura, principalmente para quem busca a perda de peso:

* faça das frutas, vegetais e cereais integrais a base da sua alimentação;

* prefira as carnes magras como patinho, alcatra, lagarto e peito de frango sem pele;

* cozinhe com óleos vegetais (soja, canola, girassol e milho);

* prefira as versões lights de queijos brancos aos queijos amarelos;

* evite o uso de manteiga, margarina, requeijão e cream cheese. Para passar no pão, experimente pastas saudáveis como frango desfiado com mostarda ou atum light com queijo cottage. Geléias 100% fruta ou diet também são uma opção para variar.

* quando consumir atum ou tomate seco, prefira os em conserva de água;

* opte pelos leites desnatados ou semi-desnatados.

REFERÊNCIAS

¹ BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Gorduras Trans. http://www.anvisa.gov.br/alimentos/gordura_trans.pdf