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Frequente feiras de rua
Um senhor passa vendendo balões. Do outro lado, um realejo tira a sorte da boca de um papagaio.

Mais adiante um lambe-lambe registra o momento no meio da praça, enquanto o namorado oferta uma flor à sua amada. Poderia ser a memória nostálgica de certo tempo vivido, ou mesmo uma cena cliché saída de algum filme do Woody Allen, mas trata-se do retrato muito comum de uma época onde as ruas funcionavam como espaço de encontro.
Com a atual influência tecnológica e os questionamentos quanto à segurança pública é cada vez mais raro se observar a frequência de transeuntes despreocupados pelas ruas das cidades. Quando muito, andam apressados, presos aos seus pertences e focando objetivamente em seu paradeiro. O simples ato de observação da paisagem urbana é resguardado para os momentos de férias, bem longe dos grandes centros.
Enquanto cidades como Buenos Aires e Paris orgulham-se de suas aclamadas feiras de San Telmo e Montmatre, seguimos uma tendência inversa de transformar nossa experiência de consumo em algo imediato e sem valor aparente, dando ares de fast-food às nossas compras. Convenhamos, se esse tipo de alimentação não é recomendado, não podemos compactuar com o mesmo tipo de consumo. 
É na contramão dessa tendência que o Vigilantes do Peso – preocupado com sua boa forma física e mental – recomenda: Frequente feiras de rua! À primeira vista pode até parecer uma opção óbvia e cotidiana, mas a recomendação ganha novos ares à luz do planejamento da saúde. Por feiras, entendemos não apenas as famosas opções de hortifrúti, mas também feiras de antiguidades e artesanato que são pequenos achados em meio às paisagens cotidianas. 
Quando uma área urbana é invadida por barraquinhas, creia, certo charme andarilho invade o mesmo local que antes carregava o cinza do concreto armado. Ocasionalmente, um pregão mais criativo pode chamar sua atenção, uma experimentação de novo sabor pode aguçar seu paladar e até mesmo uma nova receita pode ser aprendida em meio a uma conversa inesperada com um freguês da barraca ao lado. 
Os preços praticados são outro bom motivo para sua frequência. É possível conseguir bons descontos em uma negociação, direto com o vendedor. Além de se atestar a qualidade do produto diretamente de seu fornecedor, excluindo-se as altas taxas do mercado formal. A proximidade das relações humanas faz de sua experiência de compras muito mais do que uma simples troca entre produtos e moeda.
Isso tudo somado ao exercício físico de uma boa caminhada, enquanto se percorre os corredores formados entre barracas e stands. Com uma visita de aproximadamente uma hora em uma feira, você certamente acumulará PontosFit, sem a necessidade da frequência formal em uma academia. O espaço público e o contato com a natureza ainda te proporcionarão um bom aproveitamento de seu tempo livre enquanto você se distrai entre novidades gastronômicas ou de utensílios em geral.
Ao frequentar feiras de rua você também endossa o número de pessoas que lutam pela resistência de um hábito que vem perdendo números de adeptos e que transferiram seu tempo de compra para shoppings e supermercados fechados, deixando a relação humana fora do processo de consumo.