Bem-Estar
Consequências da obesidade: que males a doença pode trazer ao corpo
Publicado 26 de Janeiro, 2022

As consequências da obesidade vão além das perigosas comorbidades e do impacto na aparência, pois também afetam o psicológico e a vida social das pessoas

O excesso de quilos a mais na balança não vem só. Junto com ele, estão as consequências da obesidade, que impactam a saúde e a qualidade de vida da pessoa obesa e que, nos casos mais extremos, podem reduzir a expectativa de vida do indivíduo.

Há uma grande população que pode sofrer com estas consequências. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou em 2018 que um em cada oito adultos no mundo é obeso, o equivalente a 700 milhões de pessoas ou 3,5 vezes a população brasileira.

Se considerarmos também as crianças, a OMS estima que teremos 75 milhões de casos de obesidade infantil em 2025 se não controlarmos a doença desde já.

Além de ter em mente as causas e os cuidados do IMC superior a 30 kg/m² - que configura obesidade - devemos conhecer as consequências da obesidade para a nossa vida e saúde para poder combatê-las com auxílio profissional.

Quais são as causas e as consequências da obesidade?

A obesidade é uma doença complexa, é causada por vários fatores que podem ser:

  1. Genéticos - que predispõem uma pessoa a acumular gordura.
  2. Biológicos - que dificultam a perda de peso.

Além do principal, a maneira como estamos vivendo atualmente.

Logo, podemos dizer que a obesidade é consequência do sedentarismo e de uma alimentação que prioriza os processados e industrializados ao invés de nutrientes e vitaminas, e a pandemia só potencializou esse problemático cenário.

Há ainda casos ligados a fatores psicológicos. Pessoas que passaram por traumas como abusos ou negligência, podem desenvolver uma relação pouco saudável com a comida.

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Quais são as consequências da obesidade?

A doença causa consequências físicas, psicológicas e sociais, tanto em adultos quanto em crianças, e quanto mais avançado o grau, mais riscos à saúde estão envolvidos. Vamos entender melhor quais são eles.

Quais as consequências da obesidade mórbida no ser humano?

A partir de 40 kg/m² no IMC, uma pessoa alcança a obesidade grau III ou mórbida. Ela está relacionada diretamente ao aumento da mortalidade e a ocorrência de diversas comorbidades no ser humano.

Junto do ganho de peso, aumentam também os níveis de gordura no sangue, de glicemia e da pressão sanguínea, responsáveis pelas comorbidades que são as principais consequências da obesidade mórbida:

  1. Diabetes
  2. Colesterol alto
  3. Hipertensão arterial
  4. Hiperlipidemia
  5. Coronariopatias (como angina e infarto)
  6. Doenças articulares
  7. Apnéia do sono
  8. Hérnias da parede abdominal
  9. Refluxo gastroesofágico
  10. Insuficiência respiratória e cardíaca
  11. Gordura no fígado
  12. Diversas formas de câncer
  13. Infertilidade
  14. Problemas de pele (alergias, fungos e acne)

Vale lembrar que nem todas as consequências da obesidade para a saúde surgem em um mesmo indivíduo ou de uma só vez. Por isso, o acompanhamento com um profissional de saúde é muito importante.

Quais as consequências da obesidade infantil?

As doenças causadas pela obesidade que afetam os adultos também podem atingir precocemente as crianças.

Uma das complicações da obesidade que também ocorre nessa fase da vida é a diminuição do hormônio do crescimento, o GH, que está relacionado ao desenvolvimento ósseo e ao aumento de estatura.

Uma criança obesa deve ser monitorada de perto por um especialista para identificar se há comorbidades, quais são elas e a melhor forma de tratá-las. Uma equipe multidisciplinar poderá, ainda, ajudar a criança a mudar seu estilo de vida.

Quais as consequências físicas da obesidade?

A obesidade traz uma visível mudança no corpo humano. Enquanto os homens tendem a acumular gordura na região do abdômen e cintura, as mulheres comumente ficam com coxas, quadris e nádegas aumentados.

O excesso de gordura também é perceptível em outras áreas do corpo, como braços e no pescoço - o que comprime as vias aéreas e dificulta a respiração.

Em consequência física da obesidade, a pessoa pode apresentar dificuldade para se locomover. Isso ocorre porque as articulações ficam sobrecarregadas e se mexer se torna cansativo e doloroso.

Quais as consequências psicológicas da obesidade?

Além dos problemas para a saúde e para o físico do indivíduo, há significativas consequências psicológicas da obesidade.

A saúde mental de uma pessoa obesa pode ser comprometida. Problemas de autoestima, insegurança, desânimo e tristeza são muito comuns e podem evoluir para uma depressão severa.

Outros quadros de saúde mental podem se associar à obesidade, como transtornos de ansiedade e transtornos alimentares.

É por isso que dizemos que, para ser tratada, a obesidade precisa de uma equipe multidisciplinar, que inclui psicólogos e psiquiatras para auxiliar o indivíduo.

Quais as consequências sociais da obesidade?

Como um indivíduo obeso geralmente luta com a saúde mental, pode ocorrer um comprometimento da vida social.

Entre as consequências sociais da obesidade, a pessoa tem dificuldade de sair de casa para encontrar amigos e familiares. A baixa autoestima também prejudica no momento de buscar um emprego ou realizar uma entrevista, e a insegurança dificulta a iniciativa de construir uma vida amorosa.

É muito comum que o paciente acabe se isolando cada vez mais do convívio social, embora o contato com outras pessoas seja muito importante para a qualidade de vida e a saúde da mente.

Como podemos prevenir as consequências da obesidade?

Sofrer com as principais consequências da obesidade é uma realidade muito difícil para o paciente, e o tratamento multidisciplinar, que consiste em uma brusca mudança no estilo de vida, pode ser desafiador.

O melhor a se fazer é se cuidar desde cedo para prevenir as consequências da obesidade.

Desde a infância, precisamos ter uma alimentação balanceada e consciente, com mais alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, grãos e cereais. Carboidratos e proteínas animais também devem estar presentes, mas com moderação.

Já as comidas com alto teor calórico e baixo teor de nutrientes, devem ser evitadas ao máximo. Apesar de práticos e deliciosos, alimentos como doces, refrigerantes e macarrão instantâneo não são benéficos para o nosso corpo.

Também precisamos incentivar os pequenos desde cedo a se mexer. Brincadeiras ao ar livre, prática de esportes, tarefas domésticas e passeios no tempo livre são maneiras de gastar energia e regular a necessidade calórica do corpo.

Se você já é adulto e não teve este incentivo desde a infância, nunca é tarde para começar e afastar de vez as consequências da obesidade.

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