Alimentação

Café: tire todas as suas dúvidas de uma vez por todas

O café é uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo, tanto pelo aroma, quanto pelo sabor característico. Para algumas pessoas, o dia não começa sem ele. 

 

O café - e a cafeína - tem sido pesquisados pela ciência ao longo dos anos. Muitos estudos avaliam a cafeína utilizando o café como fonte. Alguns mais recentes, no entanto, têm mostrado que esse não é o procedimento mais correto. Afinal, o café é muito mais do que a cafeína que contém. Ele é uma mistura complexa que inclui também antioxidantes, óleos e outras substâncias.

Além disso, muitos estudos descobriram que o consumo regular e moderado de café pode, na verdade, ajudar a prevenir doenças como diabetes tipo 2, Mal de Parkinson e doenças do fígado. 

 

Café e diabetes

 

Embora a cafeína seja conhecida por reduzir a sensibilidade à insulina, o consumo de café tem sido associado à redução do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Um estudo realizado em 2005 levou em consideração o estilo de vida dos participantes e descobriu que aqueles que consumiam pelo menos seis xícaras de café por dia tinham a metade do risco de desenvolver diabetes tipo 2, se comparados àqueles que consumiam até duas xícaras.

Outro estudo, realizado com enfermeiras em 2006, revelou que, aumentando o consumo de café de um para quatro ou mais xícaras por dia, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 caía para um nível comparável ao de quem não toma café. Os mesmos resultados foram confirmados para o café coado, instantâneo cafeinado e descafeinado. Curiosamente, o estudo não encontrou vínculos com o hábito de beber chá.

 

Café e doenças cardíacas 

 

Embora a cafeína seja conhecida por influenciar de forma negativa os fatores de risco de doenças cardíacas, como a pressão sanguínea, a maioria dos estudos não conseguiu relacionar o consumo de café a esses riscos. Com base na revisão das evidências dos estudos realizados em 2005, os autores concluíram que o consumo moderado de café coado não está associado às doenças cardíacas. Também há quem diga que a diminuição do risco de doenças pode ser resultado da ação dos oxidantes encontrados no café.

 

Afinal, eu devo consumi-lo?

 

O Nutricionista WW, Matheus Motta, ressalta que a chave no consumo da bebida – assim como de qualquer alimento – é o equilíbrio. “Nenhum excesso é positivo, por isso é sempre importante balancear a alimentação e fazer escolhas para manter a saúde, sem perder o prazer de comer e beber aquilo que gostamos”, explica.

Confira abaixo algumas dicas para ajudar a incluir o café na dieta do dia a dia de forma saudável:

  1. A importância da moderação: A quantidade de cafeína que cada xícara proporciona depende do tipo de café e da forma como ele foi preparado. Uma xícara média de café filtrado (200 ml) contém cerca de 100 mg de cafeína; enquanto na versão descafeinada, o índice é de apenas 10 mg. Já o expresso, embora geralmente seja servido em uma quantidade bem menor (xícara de 50 ml), contém 125 mg.
  2. Baixo consumo de açúcar: Para alguns, adoçar o café é um pecado capital. Para outros, é regra. Além do aumento de peso e risco de desenvolver doenças como diabetes, colesterol ou triglicérides, o alto consumo de açúcar também pode desregular o funcionamento do intestino, elevar o risco de aparecimento de cáries e aumentar o cansaço físico. Se você ainda não consegue desapegar do açúcar do cafezinho, uma opção é tentar trocá-lo por adoçantes naturais.
  3. Cuidado com os cafés “incrementados”: Para os amantes da bebida, muitas vezes os incrementos saltam aos olhos. Porém, muitos deles também oferecem um alto teor de calorias e gordura, ou seja: é preciso fazer escolhas inteligentes. Caso vá preparar uma bebida com café, faça substituições. Por exemplo, se a receita pede leite integral, é possível substituí-lo pelo desnatado ou vegetal. Se você também não tem o costume de adoçar naturalmente o seu café, tome a bebida sem açúcar. Muitas dessas bebidas levam xaropes e caldas na receita, que além de já adoçar, ainda podem ser substituídos pela versão light.