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Alimentos Diet e Light: você sabe a diferença?
Se repararmos com atenção, perceberemos que as prateleiras dos mercados estão sendo invadidas por mais produtos diet e light.

Alguns desses mercados possuem até uma seção destinada apenas para esses alimentos e ingredientes; isso sem falar nas lojas especializadas. São iogurtes, chocolates, refrigerantes, achocolatados, sorvetes, pães, sal, leite condensado, doces, margarina, manteiga, queijo, misturas para bolo... tudo diet e/ou light.

A maior parte dos consumidores percebe esses produtos como alimentos de baixo valor calórico e indicados para quem quer perder peso. Será que isso está correto? Confira as dicas dos nutris do VP e tire suas dúvidas de uma vez por todas!

DIET

Diet é um termo usado em alimentos especialmente formulados ou processados para atender às necessidades nutricionais de pessoas em condições metabólicas e fisiológicas específicas, como é o caso dos diabéticos, hipertensos e com o colesterol alto. Esses produtos apresentam em sua composição, quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum dos nutrientes como açúcares, gorduras, colesterol ou sódio.

Vale ressaltar que a presença dessa expressão nas embalagens não significa necessariamente, que o produto é sem açúcar ou reduzido em calorias. Por isso, sempre leia o rótulo. Um produto pode ser considerado diet se for zero por cento de gordura ou de sódio, por exemplo.

Outro fator importante é a mudança da composição dos alimentos quando algum nutriente é retirado. Os chocolates diet (zero açúcar), por exemplo, possuem valor calórico semelhante ao chocolate comum e contam com uma maior adição de gorduras. A falta de açúcar no chocolate acarreta mudanças na sua textura e palatabilidade, que acabam sendo corrigidas com o aumento de gorduras na composição.

LIGHT

Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) os alimentos light são aqueles que apresentam quantidade reduzida de algum valor energético ou nutriente (açúcares, gorduras totais, gorduras saturadas, colesterol ou sódio). Essa é a expressão usada como uma Informação Nutricional Complementar (INC).

Com relação ao valor energético, por exemplo, um produto pode ser considerado light se tiver no máximo 40kcal/100g (produtos sólidos) ou 20 kcal/100ml (produtos líquidos) ou ainda, se tiver redução mínima de 25% no valor energético quando comparado a produtos similares convencionais.

Vale ressaltar que um produto pode ser light em sódio ou em colesterol, por exemplo, e não ter, obrigatoriamente o seu valor energético reduzido. Portanto, nem tudo que é light é baixo em calorias.

Se você está buscando o emagrecimento, não exagere no consumo de produtos diet e light. Eles não “fazem emagrecer”, muito pelo contrário; muitas pessoas acabam exagerando em seu consumo, mas o excesso pode levar ao aumento de peso - sem dúvidas.

A ingestão de produtos que substituem o açúcar por adoçantes não deve ser desenfreada. Entre outras coisas, eles podem ter ação laxativa. O ideal é focar na redução gradual de açúcar, até se atingir a quantidade mínima. Comece cortando pela metade a porção adicionada em receitas ou no café e trocando doces e sobremesas por frutas, por exemplo.

A confusão pode acontecer com frequência, daí a importância de se ler os rótulos. Observe a tabela nutricional e a lista de ingredientes. Normalmente, produtos diet e light tendem a ser mais caros do que os convencionais. Fique atento e se questione se está interessado em gastar mais.

REFERÊNCIAS

http://portal.anvisa.gov.br/informacoes-tecnicas13?p_p_id=101_INSTANCE_F...

http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/396679/manual_consumidor.pdf...